Timidez excessiva na infância

Fruto da insegurança, a timidez em excesso pode prejudicar muito o desenvolvimento infantil. Saiba como reconhecer e lidar com o problema.

Menina com vergonha

A timidez é uma das características mais fortes na personalidade humana. Somente um tímido pode dizer o quanto sua vida é influenciada por esse único fator, e estamos falando em termos de medos, privações, ações etc.

E assim como a timidez é um fator que pode sim implicar preocupação em um adulto, também requer atenção quando falamos de uma criança. Presente desde a infância, a timidez, principalmente quando em excesso, pode ser sinal de algum outro distúrbio pelo qual o pequeno está passando. Saiba mais sobre como lidar com essa situação.

Sintomas da timidez excessiva

Menino tímido em sala de aula

É preciso ter-se em mente que as crianças apresentam temperamentos e comportamentos diferentes. E embora algumas sejam extrovertidas, ao ponto de parecerem balas de canhões, outras são reservadas e preferem ficar detidas em seu mundo com diversões solitárias do que se envolver com a grande massa barulhenta de iguais. Nem sempre isso caracteriza qualquer coisa, além do fato de que cada criança é diferente. Mas, como tudo na vida, existe um limite, uma fronteira que deve ser observada.

A timidez, embora natural, não é algo positivo. Esta sensação inibe e limita uma pessoa, ao ponto dela abrir mão de muitos aspectos da vida por medo do contato social. Na infância isso representa uma grande perda, pois estamos falando ainda em termos de formação, aprendizagem e crescimento. Uma criança com uma timidez excessiva enfrentará problemas em seu desenvolvimento.

Por isso cabe, principalmente aos educadores, estarem atentos. Um dos sintomas mais fortes de timidez excessiva é o alheamento. A criança está sempre isolada e não demonstra qualquer vontade de se socializar. Ao contrário: ela pode ir às vias do pânico se forçada a isso. Outro fator pode ser alguma dificuldade na fala ou um estado melancólico, no qual ela observa sempre à distância o que acontece ao seu redor.

Como tratar a timidez excessiva

Mãe conversando com filho

É preciso sempre ter em mente que cada pessoa funciona com um tempo diferente, uma prioridade diferente e até mesmo necessidades diferentes. No caso da timidez excessiva, a criança não deve ser forçada a interagir ou a sair de seu isolamento.

Deve-se, ao contrário, dar à ela toda a autonomia para decidir como proceder, de modo a deixar sempre aberta a porta para que ela decida sair. Ou seja: não obrigue, e sim convide, incentive, desenvolva atividades para que a criança, brincando e de forma natural, decida se soltar. Apressar o processo só irá resultar no oposto.

A timidez excessiva na adolescência

Na adolescência as privações da timidez envolvem problemas mais sérios, e em quase todas as vezes resultam em sofrimentos para o jovem. Pode ser nesse caso necessário uma intervenção profissional, sendo que um psicólogo está sempre capacitado para ajudar. Mas em todo caso, assim como na infância, não se deve apressar nem pressionar o jovem para que ele se obrigue a algo. O incentivo e o apoio dos pais e dos amigos é fundamental, sendo que a melhor terapia é sempre a prática, levada pela influência de amigos.

No vídeo a seguir, uma psicóloga esclarece outras dúvidas comuns sobre a timidez infantil.

Publicado por Andre Moreira
Revisado em 27/09/2017

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